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“Viva a Vida!”: tendo as belezas da Terra Santa como cenário, comédia traz jornada de resgate familiar e de autodescoberta | 2025

Jéssica é uma jovem sozinha no mundo, carente de laços familiares e que luta para sobreviver e pagar as contas trabalhando num antiquário. Ela não tem muito filtro e isso a torna uma pessoa adorável por seu humor, que parece ser uma válvula de escape para a monotonia de sua vida e para a saudade que sente da mãe, falecida quando ela era criança. Da mãe, ela só guarda uma foto, lindas lembranças de infância e um medalhão que usa no pescoço; e é através desse pingente que sua vida dá uma reviravolta. Jessica descobre ter uma família e, junto de Gabriel, o possível primo recém-descoberto, ela vai para Israel desvendar um mistério e se reconectar com sua história.

O roteiro tem dois focos : a jornada pessoal dos personagens em busca de respostas e a apresentação da cultura judaica. Gabriel e Jessica não estão só à procura dos antepassados, mas principalmente numa jornada de autodescoberta. Ele, que se contenta com migalhas, busca o amor próprio, e ela, que não confia em ninguém, busca o pertencimento; ambos num processo de cura das cicatrizes da alma e de uma guinada para uma vida feliz.

A cadência do filme é muito dinâmica, a história vai se deslocando rapidamente de um lugar para o outro e os cenários são múltiplos: o antiquário, a casa de Jessica, do Gabriel, dentro do avião e na casa dos avós da moça. A diretora Chris D’Amato ( “Sai de Baixo : O Filme”, “Um Ano Inesquecível: Verão”) desenvolveu a narrativa de forma a fazer de Israel a grande estrela do longa, com sua cultura e lugares fascinantes. Passeamos pelos muitos pontos turísticos da Terra Santa: Tel Aviv, Jaffa, Eilat, o deserto e as Minas do Rei Salomão, o Muro das Lamentações e Jerusalém; locações belíssimas e ricas em cultura e história da humanidade, por isso sente-se a falta de uma maior imersão nelas.

Outro ponto forte de “Viva a Vida!” é o elenco afiado. Jonas Bloch é o dono de uma agência de turismo avô da Jessica, um homem apaixonado pela mulher, que busca reconquistá-la e reinventar o casamento. Regina Braga, sempre ótima, é sua amada Hava, que abandonou a família ainda jovem para viver esse amor. Thati Lopes e Rodrigo Simas vivem os protagonistas Jessica e Gabriel, eles têm uma ótima química e timing cômico, parece que se conhecem há muito tempo, tanto nas cenas engraçadas quanto nas mais emotivas. E por fim é preciso citar o incrível Diego Martins, que como o guia Ramirez entrega todo o alívio cômico que a trama pede e ainda dá um show nos pós-créditos.

“Viva a Vida!” é um filme simples mas muito agradável e divertido, um drama gostoso e com toques cômicos certeiros, piadas leves bem colocadas em meio a todo o amor que vai aflorando ao longo do caminho ao som da irresistível “Hava Nagila”, canção de celebração judaica que tem um belo significado: “Alegremo-nos”. Um pacote que conquista o espectador que terá bons momentos se der uma chance para essa sessão.

Karina Massud

Formada em Direito, cinéfila desde os 5 anos de idade, quando seu pai a levou para assistir “Superman-o Filme”. Cachorreira, chocólatra, fã ardorosa de séries, músicas, literatura e tudo que emocione.

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