“Tá Escrito”: Larissa Manoela quer manipular os astros pra ter uma vida perfeita em novo filme | 2023

Muitas são as produções que discutem a influência dos astros sobre a nossa vida. Seja em comédias românticas ou ainda thrillers não é difícil encontrar títulos que abordam a temática. Mas e quando somos nós quem manipulamos a influência dos astros sobre nós e os outros? O novo filme de Matheus Souza (‘A Última Festa’ – 2023) brinca com a máxima escalando para o papel principal uma das musas teen mais badaladas já há alguns anos: a jovem atriz Larissa Manoela.
A atriz interpreta Alice, uma jovem leonina bastante insegura que não gosta dos holofotes. Ela mora com a mãe (Karine Teles), virginiana obcecada por organização, e com o irmão (Kevin Vechiatto), um ariano que faz de tudo para atazanar sua vida. Seu sonho é conquistar o primeiro emprego e ir morar com o namorado (André Luiz Frambach). Mas seus planos são frustrados quando ele termina o relacionamento com ela para se dedicar à carreira.
Desolada com o fim do namoro, ela recebe um livro misterioso e mágico que promete tornar realidade qualquer previsão astrológica escrita nas páginas em branco. Com o poder de influenciar a todos, Alice se torna um fenômeno digital, mas que também deixa o mundo ao seu redor de cabeça para baixo. Em sua nova jornada como influencer de astrologia, Alice contará com a ajuda de Pedro (Victor Lamoglia), o criador da Mansão Clock, uma agência de influenciadores para onde a jovem se muda. Em meio a aventuras e desafios, Alice acaba descobrindo um novo crush.
A ideia de influenciar a vida alheia com poderes mágicos e mudar a trajetória de todos é uma premissa recorrente no cinema, contudo essa ideia genial aqui é mal desenvolvida, uma vez que as motivações são um tanto tolas e óbvias. É claro que estamos falando de um projeto voltado ao público juvenil, mas ainda assim o filme parece não encontrar um tom para esse nicho, uma vez que adota um linguajar afiado (e de certa forma inteligente) e ainda lança mão de debates como amor entre iguais. Acredito que pregar o fim do preconceito seja um dos importantes papéis do cinema, mas dado o público a que a produção se destina e até pelo apelo que sua protagonista tem com as meninas que ainda nem entraram na puberdade, senti que o roteiro pecou pelo exagero.
Contudo, o longa tem boas sequências de humor e eu não poderia deixar de destacar a presença de Karine Teles, que fura a bolha e mostra uma faceta que ainda não conhecíamos que é ficar totalmente à vontade num flerte com o pastelão. “Tá Escrito” está em cartaz nos cinemas.