Último filme protagonizado por Léa Garcia, “Bela LX_404”, ganha prêmio no Pan African Film Festival em Los Angeles
Prêmio de Melhor Curta-Metragem de Ficção no festival é qualificador para os Oscars

O curta-metragem “BELA LX-404”, dirigido por Luiza Botelho, conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem de Ficção no Pan African Film Festival, realizado em Los Angeles. Este reconhecimento é ainda mais significativo, pois o PAFF é um festival qualificatório para os Oscars, consolidando o filme como um dos destaques do cinema independente internacional.
A trajetória do filme já havia sido marcada por uma estreia arrebatadora no Festival do Rio 2024, onde foi exibido como Hors Concours na Première Brasil, recebendo aplausos entusiasmados do público e da crítica. Além disso, “BELA LX-404” também foi premiado no Festival de Cinema de São Bernardo do Campo, onde conquistou dois prêmios, e recebeu Menção Honrosa no KinoToy Fest, ampliando seu reconhecimento no circuito de festivais.
O filme continua sua jornada internacional e participará da competição oficial do 37º Cinélatino, Rencontres de Toulouse, um dos mais importantes festivais de cinema latino-americano, que será realizado de 21 a 30 de março de 2025, na França.
Um prêmio para um legado inesquecível
A vitória no PAFF ressalta não apenas a força narrativa de “BELA LX-404”, mas também a última atuação de Léa Garcia, uma das maiores intérpretes do cinema brasileiro. No filme, Léa dá vida a Bela LX-404, uma robô que desafia expectativas e explora a complexidade das conexões humanas, ao lado de Thiago Justino e Henrique Bulhões. Sua performance magnética, repleta de ironia e sensibilidade, fez do curta uma despedida à altura de sua carreira brilhante.
Marcelo Garcia, filho da atriz, esteve presente em exibições e destacou a importância do filme como um tributo à sua mãe: “Este prêmio reafirma o que sempre soubemos: minha mãe era atemporal. Ela se reinventou até o fim e agora sua arte segue viva, ganhando o mundo.”
Uma fusão de inovação e emoção
Escrito e dirigido por Luiza Botelho, filha do cineasta Joel Zito Araújo, “BELA LX-404” mistura ficção científica, humor e drama para questionar o que significa ser humano em um mundo cada vez mais tecnológico. O filme acompanha Seu William (Thiago Justino), um homem solitário que adquire uma robô-esposa e se surpreende ao receber Bela LX-404, uma androide mais velha do que ele esperava, mas com uma presença irresistível. A história, que começa com tons cômicos, se aprofunda em temas como solidão, afeto e identidade.]
Com um olhar sofisticado, Luiza Botelho combina um visual futurista impressionante com uma narrativa sensível e provocativa. A fotografia e os efeitos visuais constroem um universo tecnológico crível, sem ofuscar o coração do filme: as relações humanas.
O reconhecimento internacional
A premiação no Pan African Film Festival reforça a relevância de “BELA LX-404” no cenário cinematográfico global. O festival, reconhecido por destacar vozes negras na indústria do entretenimento, já impulsionou diversas produções para o Oscar e outros grandes prêmios internacionais. A vitória coloca o filme e sua diretora em evidência, consolidando Luiza Botelho como um nome promissor do cinema brasileiro contemporâneo.
Exibições e recepção do público
Antes de sua conquista em Los Angeles, “BELA LX-404” teve uma estreia arrebatadora no Festival do Rio 2024, onde foi exibido na icônica mostra Hors Concours da Première Brasil, no Cine Odeon. O público recebeu o filme com entusiasmo, aplaudindo calorosamente de pé a homenagem a Léa Garcia.
A crítica especializada elogiou a ousadia do projeto. Para Julia Seraphin, “Luiza Botelho criou uma obra instigante e emocionante, e Léa Garcia entrega uma atuação final que será lembrada por gerações.”
Sobre a diretora
Com uma trajetória marcada por inovação e criatividade, Luiza Botelho vem se destacando no cinema e no audiovisual. Além de “BELA LX-404”, dirigiu projetos de branded content para a BBC e TED, bem como videoclipes para artistas como MV Bill, Zubikilla Spencer e Akira Sky.
Seu trabalho combina narrativas impactantes, estética sofisticada e temas que provocam reflexão. A vitória de “BELA LX-404” no PAFF não apenas celebra o talento de Léa Garcia, mas também reforça a chegada de uma nova voz autoral e inovadora ao cinema mundial.
Com essa conquista, o filme agora segue para novos festivais e amplia suas chances de reconhecimento em premiações internacionais, levando consigo o legado de Léa Garcia e o talento de uma nova geração de cineastas brasileiros.
Direção Promissora e Futurismo em Alta
Com um olhar meticuloso, Luiza Botelho entrega uma obra que combina visual futurista com uma narrativa emocional, equilibrando com maestria o humano e o tecnológico. O trabalho de iluminação e os efeitos visuais, como as impressionantes telas tecnológicas, constroem um cenário futurista palpável, sem jamais ofuscar o coração do filme: as relações humanas.
“BELA LX-404” não só presta uma bela homenagem a Léa Garcia, como também posiciona Luiza como uma diretora promissora, seguindo os passos de seu pai, o renomado cineasta Joel Zito Araujo, e definindo sua própria identidade no cinema brasileiro.
Com um toque de inovação e uma despedida emocionante, o curta leva o público a refletir sobre o que significa ser humano em um mundo tecnológico e nos brinda com a última oportunidade de presenciar o talento incomparável de Léa Garcia na tela grande.
Sinopse:
No filme, Seu William (Thiago Justino), um senhor ranzinza e solitário, compra pela internet um robô-esposa após assistir a um infomercial na madrugada. Esperando uma jovem atraente, ele se surpreende ao receber Bela LX-404, um robô interpretado por Léa Garcia, que desafia suas expectativas. Enquanto tenta devolvê-la, eventos inesperados envolvem o protagonista, o robô Bela e o porteiro trans do prédio, Zezinho (Henrique Bulhões), em uma narrativa que mistura humor e reflexão sobre as relações humanas.
Ficha Técnica:
Produção: Vuyazi Filmes
Distribuidora: Em progresso
Produção Executiva: Luiza Botelho e Fernanda Loubach
Direção: Luiza Botelho
Roteirista: Luiza Botelho
Elenco: Léa Garcia, Thiago Justino, Henrique Bulhões, RAIZA NOAH, IAN BRAGA, MATHEUS MARTINS, CELENA FERREIRA, ANDRE CELANT e Fernanda Loubach
Direção de Fotografia: Bacco Andrade
Direção de Arte: Vini Mesquita e Gabriel Paredes
Trilha Sonora Original: Mbé e Leyblack
Montagem: Felipe Bibian
Desenho de Som: Guilherme Farkas e Ernesto Sena