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“Garfield: Fora de Casa” : Animação conquista ao narrar a origem do gato mais fofo dos quadrinhos | 2024

Garfield é um dos gatos mais famosos do mundo. Ele é criação do cartunista Jim Davis, e apareceu pela primeira vez em tirinhas de jornal em 1978, desde então é um sucesso de público, passou a estampar produtos diversos, desenhos animados, séries e longas pro cinema. Ele é singular: um gato laranja e balofo, que odeia segunda-feira e aranhas, ama lasanha, seu ursinho de pelúcia Pooky, ver tevê e descansar (do que, não se sabe!) olhando pro teto e filosofando; seu pai Jon e o cachorro Oddie são praticamente seus “servos e alvo principal do seu delicioso sarcasmo.

O personagem de Jim Davis ganhou duas adaptações em live-action pro cinema, uma em 2004 e outra em 2006, e agora está de volta às telonas na animação “Garfield: Fora de Casa”, que traz o amado gato de estimação numa aventura divertida e comovente que vai agradar em especial o público infantil.

É um dia comum na vida do Garfield (voz do Chris Pratt) e seu fiel escudeiro Oddie, a rotina deles é assistir Gatoflix sentados na confortável poltrona e roubar pizza na geladeira de madrugada; quando surgem vultos assustadores que os sequestram e os levam prum galpão, onde eles são torturados e obrigados a cometer um assalto arriscado. No entanto, nesse drama todo algo de bom acontece: Garfield vem a conhecer Vic ( voz do Samuel L. Jackson), seu pai biológico que ele pensava tê-lo abandonado quando filhote, e eles saem juntos nessa jornada de perigo e de resgate emocional para ambos. Garfield e Vic: um gato doméstico e mimado e outro gato de rua que vive na malandragem e que precisam interagir e trabalhar a relação de pai e filho para entenderem que são parecidos e que se amam.

Conhecer a origem do bichano fofo e laranja é uma delícia, o olhar de gatinho carente pedindo pra ser adotado pelo Jon (voz do Nicholas Hoult) conquista a todos. É impossível resistir a essa avalanche de graciosidade, e a vontade é de adotar e amassar um gatinho logo na saída do cinema. Essa gostosura e ingenuidade da infância do Garfield contrastam logo em seguida com o gato rabugento e irônico que vira um tirano depois de adulto – um tirano adorável, é preciso dizer.

A direção de “Garfield: Fora de Casa” é do Mark Dindal ( de “O Galinho Chicken Little” e “A Nova Onda do Imperador”) que nos entrega uma adaptação muito bem feita e que captura bem a essência dos personagens com a linguagem rápida das tirinhas. A história é simples para os adultos e com pouco do humor ácido típico do personagem, porém vai acertar em cheio as crianças com seu humor besteirol, como quando o gato usa pizzas e almôndegas como arma. A mensagem da narrativa é a conscientização contra o abandono e os maus tratos dos animais, sempre importante e bem-vinda.

O filme vai divertir e conquistar novos fãs da geração que ainda não tem muita familiaridade com o Garfield, e trazer um gostoso ar de nostalgia para aqueles que viveram o seu auge nos anos 80 e 90.

 

Karina Massud

Formada em Direito, cinéfila desde os 5 anos de idade, quando seu pai a levou para assistir “Superman-o Filme”. Cachorreira, chocólatra, fã ardorosa de séries, músicas, literatura e tudo que emocione.

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